A Educação é uma grande e interminável luta em favor do ser humano, pelo crescimento da convivência para formar cidadãos capazes de construir o futuro da nação, fundamentada na liberdade, na igualdade e na justiça. È presença marcante no debate público. A mídia costuma reproduzir posições e análises de governadores, prefeitos, empresários, pesquisadores, artistas, jornalistas, intelectuais em geral. Sobre educação todos falam, isto é, quase todos. Falta a voz dos educadores nesse diálogo. Há um mutismo comunicacional, justamente por parte daqueles que introjetaram o conceito de educação -por vezes diferente da Academia- a partir de um fazer pedagógico que, menos comprometido com um concerto de belas palavras, incorpora "verdades", anseios, indignações e angústias, próprias e dos estudantes.
O que pensa o Magistério gaúcho sobre justiça, educação, e políticas sociais?
Quando ocupava o Ministério da Justiça, no Governo Lula, Tarso Genro - hoje Governador -, escreveu um artigo com grande circulação nacional intitulado "Adolescentes na cadeia". Referia-se, à época, ao grande problema da desestruturação dos valores essenciais de convívio numa sociedade democrática e ao apelo à repressão para substituir as soluções sociais de fundo.
O Ministro manifestava-se contrário ao possível resultado da tramitação da Emenda Constitucional, no Congresso, que pretende responsabilizar criminalmente os adolescentes a partir de 16 anos de idade. A proposta altera a responsabilidade penal plena, que hoje ocorre a partir dos 18 anos (Art. 229 da Constituição Federal). Tarso teve o cuidado de usar o termo "marginalizados", lembrando daqueles que tiveram pouca ou nenhuma oportunidade. "A medida é duplamente nefasta: primeiro, porque ilude a sociedade de que os delitos cometidos pelos adolescentes serão reduzidos pela possibilidade de apenamento a partir de 16 anos; segundo, porque mistifica as origens do desajuste e dos atos infracionais entre os jovens: o que é produto -na verdade- de uma sociedade que estimula a violência passa a ser abordado como uma questão de repressão pura e simples", disse o Ministro.
Quem é jovem e está conhecendo o mundo, se transgredir deve ter outra chance, isto é, a possibilidade de recuperar-se do erro. Isso passa pelo acesso à cultura, pela escola, pela qualificação dos professores, e por salários dignos. E, Tarso conclui dizendo que "precisamos é abrir perspectivas de futuro para a sociedade e não construir prisões". Penso que ao manifestar-se contrário à antecipação da maioridade penal, Tarso Genro também estava falando sobre Educação, pasta na qual também foi Ministro.
Temos, lamentavelmente, um programa de televisão da 4ª. Emissora que cotidianamente faz apelos veementes à ação policial de resultados, por vezes nem importa muito se quem sofreu a ação foi um trabalhador humilde ou um bandido. Vivemos numa sociedade que ainda é muito discriminatória. A origem da discriminação, seja ela de raça ou de sexo, geralmente é consequência da desigualdade social. Desde a Grécia Antiga, em toda a história ocidental o poder é branco, masculino e adulto. O jovem, que não é ouvido ficaria melhor na cadeia, livrando a coletividade do vigor físico e da rebeldia "esquecida" e deseducada dos mais humildes, evidentemente.
Cláudio de Moura Castro nos ajuda a refletir sobre oportunidade e políticas socias.Quando dirigia a CAPES no início dos anos 90, usando de uma prerrogativa de Diretor, redistribuiu as bolsas de estudo - negando uma concessão anterior a uma candidata negra - e as redistribuindo, segundo ele, por mérito, desmontando na prática a proposta de Cotas para Negros, hoje afrodescendentes, nas universidades brasileiras.
Castro aponta como caminho, uma melhor preparação dos pobres (afro ou brancos) para ficarem aptos a competir pela vaga na Universidade, isto é, identificando-se com o raciocínio de Tarso Genro também propõe saídas que se iniciam numa sala de aula. Sabemos que governantes sonham com grandes obras de infraestrutura que realcem historicamente o seu nome. Salvo honrosas excessões, pouco lembram do povo, o que mais fazem é pensar na próxima eleição. Pergunta-se: Pode um professor(a) insatisfeito com o salário que recebe, cumprir bem sua missão? Por que ainda estamos discutindo uma decisão da Suprema Corte sobre o Piso Salarial Nacional dos Professores?
Narcisismos à parte, como disse a cantora Sandra de Sá: "Ninguém aqui é puro, anjo, ou demônio...Não dá pra separar o que é real do sonho"! Estamos querendo manifestar o olhar que aprendeu a ver o que está por trás dos muros da hipocrisia que insiste em nos rodear. O Mestre está dizendo: Já sei olhar pra mim sem precisar de espelhos!!!
O que pensa o Magistério gaúcho sobre justiça, educação, e políticas sociais?
Quando ocupava o Ministério da Justiça, no Governo Lula, Tarso Genro - hoje Governador -, escreveu um artigo com grande circulação nacional intitulado "Adolescentes na cadeia". Referia-se, à época, ao grande problema da desestruturação dos valores essenciais de convívio numa sociedade democrática e ao apelo à repressão para substituir as soluções sociais de fundo.
O Ministro manifestava-se contrário ao possível resultado da tramitação da Emenda Constitucional, no Congresso, que pretende responsabilizar criminalmente os adolescentes a partir de 16 anos de idade. A proposta altera a responsabilidade penal plena, que hoje ocorre a partir dos 18 anos (Art. 229 da Constituição Federal). Tarso teve o cuidado de usar o termo "marginalizados", lembrando daqueles que tiveram pouca ou nenhuma oportunidade. "A medida é duplamente nefasta: primeiro, porque ilude a sociedade de que os delitos cometidos pelos adolescentes serão reduzidos pela possibilidade de apenamento a partir de 16 anos; segundo, porque mistifica as origens do desajuste e dos atos infracionais entre os jovens: o que é produto -na verdade- de uma sociedade que estimula a violência passa a ser abordado como uma questão de repressão pura e simples", disse o Ministro.
Quem é jovem e está conhecendo o mundo, se transgredir deve ter outra chance, isto é, a possibilidade de recuperar-se do erro. Isso passa pelo acesso à cultura, pela escola, pela qualificação dos professores, e por salários dignos. E, Tarso conclui dizendo que "precisamos é abrir perspectivas de futuro para a sociedade e não construir prisões". Penso que ao manifestar-se contrário à antecipação da maioridade penal, Tarso Genro também estava falando sobre Educação, pasta na qual também foi Ministro.
Temos, lamentavelmente, um programa de televisão da 4ª. Emissora que cotidianamente faz apelos veementes à ação policial de resultados, por vezes nem importa muito se quem sofreu a ação foi um trabalhador humilde ou um bandido. Vivemos numa sociedade que ainda é muito discriminatória. A origem da discriminação, seja ela de raça ou de sexo, geralmente é consequência da desigualdade social. Desde a Grécia Antiga, em toda a história ocidental o poder é branco, masculino e adulto. O jovem, que não é ouvido ficaria melhor na cadeia, livrando a coletividade do vigor físico e da rebeldia "esquecida" e deseducada dos mais humildes, evidentemente.
Cláudio de Moura Castro nos ajuda a refletir sobre oportunidade e políticas socias.Quando dirigia a CAPES no início dos anos 90, usando de uma prerrogativa de Diretor, redistribuiu as bolsas de estudo - negando uma concessão anterior a uma candidata negra - e as redistribuindo, segundo ele, por mérito, desmontando na prática a proposta de Cotas para Negros, hoje afrodescendentes, nas universidades brasileiras.
Castro aponta como caminho, uma melhor preparação dos pobres (afro ou brancos) para ficarem aptos a competir pela vaga na Universidade, isto é, identificando-se com o raciocínio de Tarso Genro também propõe saídas que se iniciam numa sala de aula. Sabemos que governantes sonham com grandes obras de infraestrutura que realcem historicamente o seu nome. Salvo honrosas excessões, pouco lembram do povo, o que mais fazem é pensar na próxima eleição. Pergunta-se: Pode um professor(a) insatisfeito com o salário que recebe, cumprir bem sua missão? Por que ainda estamos discutindo uma decisão da Suprema Corte sobre o Piso Salarial Nacional dos Professores?
Narcisismos à parte, como disse a cantora Sandra de Sá: "Ninguém aqui é puro, anjo, ou demônio...Não dá pra separar o que é real do sonho"! Estamos querendo manifestar o olhar que aprendeu a ver o que está por trás dos muros da hipocrisia que insiste em nos rodear. O Mestre está dizendo: Já sei olhar pra mim sem precisar de espelhos!!!
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